PL 2639/2019 – Esporte
19 de novembro de 2019
Sóstenes participa de Cantata de Natal no Planalto
20 de dezembro de 2019

Brasil “legal”

Não que eu seja tão velho, mas me lembro de uma época em que sempre que cometíamos um erro, uma injustiça, uma infração ou qualquer outro desvio, éramos estimulados a consertar, remediar, repensar, retornar, corrigir. Às vezes nossos pais nos puniam a fim de que não cometêssemos mais o equívoco. Mas, o objetivo final de toda a correção era nos proteger e proteger quem estava ao nosso lado.

Eu sou um pastor, teólogo, cristão e, como tal, tenho como regra e base de vida as Escrituras Sagradas. Quando a leio, vejo que todos os mandamentos e leis de Deus são para que as pessoas vivam em harmonia, de maneira saudável e respeitosa para com o próximo. Não matar; não roubar; não cobiçar as coisas alheias; amar o próximo como a si mesmo; não levantar falso testemunho. Estes são alguns mandamentos de Deus para preservar a boa convivência dos seres humanos. O Criador não é um ditador tirano que dita regras para fortalecer seu ego, não. Ele é Criador mas, acima de tudo, é Pai, e como pai protege e ama profundamente seus filhos.

Com essa finalidade – embora saibamos que os seres humanos são corruptíveis – as leis de uma nação também têm o intuito de preservar a ordem, a integridade e o bem-estar da população. Infligir as leis é ir contra a ideia da boa convivência.

No entanto, o que tenho visto é que uma grande parcela da nossa sociedade não está mais disposta a pagar por suas infrações, a consertar os erros, a retornar do caminho errado. Querem e lutam por um Brasil “legal”.

Mas esse Brasil “legal” que vislumbram é uma realidade onde se tornará legal o que é prejudicial e ilegal. Querem legalizar o assassinato, o uso de drogas e a jogatina. Sim, meus amigos, é isso que querem.

Gritam em praça pública: “legalizem o aborto!”, “legalizem o consumo de maconha!”, “legalizem os jogos de azar”. Querem tornar legal práticas que satisfazem momentaneamente um impulso, um desejo, um vício, mas que, em curto, médio e longo prazo, trazem verdadeiras catástrofes na sociedade, nas famílias e para o próprio indivíduo. Querem legalizar, na ilusão de que não serão punidos por seus atos, mas a verdade é que talvez o Estado não as puna se essas coisas se tornarem lei, mas é certo que as consequências virão, pois são práticas diretamente nocivas ao corpo, que afetarão a saúde física e psicológica da sociedade.

Uma das declarações mais lúcida, verdadeira e contemporânea que li nos últimos anos foi a de André Frossard, da Academia de Letras da França. “A sociedade contemporânea, em sua inigualável covardia, prefere legalizar os seus erros a corrigi-los”.

Hoje querem legalizar o aborto, as drogas e os jogos de azar, mas e amanhã? Pedirão a legalização da pedofilia, do incesto? Nossa sociedade está visivelmente enferma e legalizar erros não é a melhor saída.

Compartilhe