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Dia Nacional de Combate ao Câncer

Anualmente, mais de oito milhões de pessoas morrem vítimas do câncer no mundo. No Brasil, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), foram mais de 220 mil mortes em 2015, um crescimento de mais de 30% em relação ao ano 2000.

Muitos fatores explicam o aumento da incidência de câncer em um País, entre eles o próprio aumento da expectativa de vida da população. Para além disso, existem as causas relacionadas ao estilo de vida e aos fatores de risco aos quais cada pessoa está exposta. Sabe-se, por exemplo, que o tabagismo, a exposição ao sol e a obesidade aumentam as chances de desenvolver diversos tipos de câncer.

Daí a importância de o Estado agir na prevenção da doença. Nas últimas três décadas, o Brasil tornou-se um exemplo na diminuição do tabagismo entre sua população, o que certamente resulta na preservação de milhares de vidas que poderiam ser perdidas para o câncer. Da mesma forma, é preciso agir em relação a outros fatores de risco indicados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), como o sedentarismo, a alimentação não saudável, o sexo sem proteção, entre outros.

De acordo com dados do Inca, cerca de um terço dos casos dos cânceres mais comuns poderiam ser prevenidos. Por isso, o Dia Nacional de Combate ao Câncer, celebrado em 27 de novembro, deve ser aproveitado pelo poder público para engajar a sociedade na mudança para um estilo de vida saudável.

Precisamos de políticas públicas que melhorem o acesso a uma boa alimentação, que incentivem a prática de exercícios e que promovam um meio ambiente equilibrado. A adoção de bons hábitos é a primeira e melhor forma de combater o câncer; e o exemplo do combate ao tabagismo nos mostra que é possível modificar costumes prejudiciais quando a sociedade e o poder público se unem nessa tarefa.

Ao mesmo tempo, é preciso agir na detecção precoce e no tratamento imediato da doença. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem a obrigação legal de iniciar o tratamento do câncer dentro de sessenta dias após o diagnóstico, mas todos sabemos que não é em todo o País que essa obrigação é cumprida.

Dizem os médicos e gestores da saúde que o tempo é um dos principais inimigos dos pacientes, que, nos hospitais públicos, enfrentam filas para a consulta na atenção básica, para a realização dos exames, para as biópsias, para as consultas com especialistas, até chegar a uma nova fila para a realização do tratamento, da cirurgia, da quimioterapia e da radioterapia.

Até mesmo no serviço privado de saúde, os pacientes enfrentam um calvário para conseguir autorização de seus planos de saúde e ter acesso a exames, cirurgias e medicamentos.

Tudo isso aumenta ainda mais o sofrimento dos pacientes e de suas famílias, além de reduzir as chances de cura e de sobrevida.

Considerando o aumento significativo nos casos de câncer observado no Brasil, é imperativo que ações de prevenção, detecção precoce e tratamento oportuno do câncer estejam entre os focos das políticas de saúde pública no País.

No Dia Nacional de Combate ao Câncer, o meu apoio a todos que se esforçam por essa causa, reduzindo a incidência, o número de óbitos e melhorando a qualidade de vida dos pacientes oncológicos.

Deixo meu apelo para que o poder público e os gestores da saúde em todo o País destinem a atenção necessária ao combate a essa doença que afeta milhares de famílias brasileiras a cada ano. A saúde é um direito de todos e não se deve medir esforços para garanti-lo.

 

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