

Queridos irmãos e líderes,
Nesta terça-feira (27), tive a alegria de participar de um “Café com Pastores” na Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), em Brasília. Como muitos sabem, além de deputado federal, sou também pastor e membro da ADVEC no Rio de Janeiro, e é sempre uma honra poder compartilhar aquilo que Deus tem colocado no meu coração.
Durante nosso encontro, falei sobre um tema que considero urgente e necessário: “A Igreja e a Política nos dias atuais”. E confesso que não poderia ter sido uma conversa mais importante para o momento que estamos vivendo.
Compartilhei com os irmãos uma preocupação que carrego: a família, o pai e a mãe da Igreja, não estão cumprindo o papel que Deus lhes confiou. Lembro-me bem do dia em que fui ordenado pastor, aos 22 anos. Tremia de responsabilidade, pois sabia que a Palavra de Deus nos alerta que, quando recebemos uma unção pastoral, não seremos julgados apenas por nossas vidas, mas também pelo rebanho que nos foi entregue.
A Igreja evangélica sempre foi um instrumento de transformação social. Foi na Reforma Protestante que nasceram conquistas como a escola pública e os direitos das mulheres. No entanto, quando olho para os dados sociais e estatísticos do Brasil, percebo que nós não temos sido o sal e a luz que o Senhor nos chamou para ser. E aqui deixo uma reflexão: “Que sal temos sido?“
Vejo, com tristeza, que muitas vezes temos permitido que a realidade do mundo entre dentro das nossas igrejas. Nós, como pastores e líderes, temos a responsabilidade de conduzir o povo que Deus nos confiou. Se hoje não conseguimos mudar índices vergonhosos, como os de violência, o que acontecerá quando formos maioria no país e ainda assim os números continuarem os mesmos?
Outro ponto que destaquei é a situação da educação no Brasil. Enfrentamos uma realidade difícil: uma educação que doutrina, quando deveria ensinar. E aqui preciso dizer algo com amor, mas com firmeza: a família tem falhado. Não falo daqueles que não conhecem a Cristo, mas de nós, da própria Igreja. Tenho visto crianças e adolescentes sendo expostos a perigos por falta de orientação dos pais. Muitas vezes, precisamos aprovar leis para proteger esses meninos e meninas porque os pais não conseguem perceber que um celular nas mãos de uma criança pode ser um instrumento de destruição.
Meus irmãos, a Igreja foi chamada para confrontar. Para dizer com clareza que o errado é errado, o pecado é pecado, e o certo é certo. Essa é a nossa responsabilidade como Corpo de Cristo, especialmente neste tempo em que tantos valores estão sendo relativizados.
Que possamos, como Igreja, nos posicionar com coragem, fé e compromisso com a Palavra de Deus.
Em Cristo,
Sóstenes Cavalcante
Pastor e Deputado Federal – PL/RJ