

Em discurso no plenário da Câmara dos Deputados, na noite desta terça-feira (17), o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), destacou a importância da aprovação da PEC relatada pelo deputado Claudio Cajado (PP-BA), que reforça prerrogativas parlamentares. Para Sóstenes, a votação representa “um dia de celebração de um dos principais Poderes da República, o Poder Legislativo”, e devolve altivez à Casa diante de pressões externas.
“Digo que hoje é um dia feliz, porque nós vamos colocar na cadeia quem roubou os velhinhos aposentados do Brasil. O Governo sempre quis jogar tudo para debaixo do tapete, mas quero dizer que lá no Senado não vão passar panos quentes em cima de ninguém, doa a quem doer no Governo; não vai terminar em pizza. Esta Oposição e este Parlamento vão colocar os criminosos na cadeia.”
O parlamentar ressaltou que a democracia exige respeito ao escrutínio popular:
“Se algum Parlamentar praticar algo ilícito, ninguém é melhor do que o eleitor para puni-lo quatro anos depois, não mandando-o de volta. A democracia requer respeito ao escrutínio secreto e aos eleitores brasileiros”, afirmou.
Sóstenes também elogiou a condução do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que articulou a aprovação da proposta em dois turnos, e cobrou celeridade do Senado na apreciação do texto:
“Espero que a altivez de V. Exa. seja a mesma altivez do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e que ele vote com celeridade as prerrogativas lá também.”
O líder do PL aproveitou para destacar o gesto da deputada Caroline de Toni (PL-SC), que deixou a liderança da Minoria em favor do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Segundo Sóstenes, a decisão foi marcada por “grandeza e honradez”:
“Carol abriu espaço para honrarmos o deputado Eduardo Bolsonaro, que mesmo dos Estados Unidos continuará exercendo a liderança da Minoria, conforme prevê resolução da Mesa Diretora.”
Durante o discurso, Sóstenes criticou decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF), acusando ministros de pressionarem parlamentares e governadores. Ele citou a determinação do ministro Alexandre de Moraes para que a PGR se manifeste sobre possível processo contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por sua articulação política em Brasília.
“Articulação virou crime neste País. É ditadura do Judiciário, sim. Isso é um desserviço à política que precisa parar”, declarou.
O deputado ainda enalteceu a união da bancada do PL, que votou integralmente a favor da proposta, além de registrar agradecimentos a partidos de centro e até de esquerda que apoiaram a PEC.
“Isto aqui não é sobre direita nem esquerda; isto aqui é sobre o Parlamento, que estava de cócoras, sim, mas que a partir de hoje começa a ter altivez”, enfatizou.
Ao encerrar, Sóstenes reforçou a bandeira da oposição pela aprovação da anistia:
“Anistia já!”, concluiu.