

Em discurso no plenário da Câmara dos Deputados, o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), criticou a forma como o governo Lula apresentou a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Segundo o parlamentar, a medida não representa um favor do Executivo, mas sim um atendimento, de forma parcial, a propostas antigas do Parlamento.
O deputado lembrou que a tabela do Imposto de Renda está sem atualização desde 2014, atravessando diferentes governos. Citou ainda projetos anteriores, como o da deputada Soraya Santos, em 2017, que previa isenção para quem ganhava até R$ 5.277 na época, valor que, corrigido pelo IPCA, corresponderia hoje a mais de R$ 10 mil. Outro exemplo mencionado foi o projeto do deputado Eli Borges, em 2019, que também tratava da necessidade de reajuste da tabela.
“Seria justo se a atualização da tabela, de 2014 até agora, chegasse a R$ 10.455. O que o governo apresenta como conquista é, na verdade, um retrocesso. Votei a matéria envergonhado, porque os brasileiros mereciam mais”, afirmou Sóstenes.
O líder do PL acusou o governo de aumentar tarifas e impostos em diversas áreas, destacando a chamada “taxa das blusinhas” para compras internacionais de pequeno valor. Para ele, a política econômica atual tem corroído o poder de compra da população:
“O povo vai ao supermercado e precisa devolver produtos porque perdeu poder de compra. Cada feijão, cada arroz, cada café caro é consequência dos impostos e taxas criados por este governo”, disse.
Sóstenes também questionou os dados oficiais sobre geração de empregos. “Se há recorde de empregos, por que 53 milhões de brasileiros recebem Bolsa Família? Ou o IBGE está errado ou o governo concede o benefício a pessoas que não deveriam recebê-lo”, declarou.
Ao encerrar, o deputado reforçou que a medida anunciada pelo Executivo é insuficiente e acusou o governo de “maquiar a realidade” a um ano das eleições. “Isso é troco, não é o que os brasileiros esperavam. O governo gasta mal, aumenta impostos e tenta enganar a população com propaganda. Mas nós estaremos aqui para denunciar”, concluiu.