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Sóstenes defende mais humanidade e combate ao ódio em sessão solene pelas vítimas do Hamas

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) participou nesta terça-feira (7), da sessão especial realizada no plenário do Senado Federal em memória das vítimas do ataque do grupo terrorista Hamas a Israel, ocorrido em 7 de outubro de 2023. O ato marcou os dois anos do atentado que resultou na morte de mais de 1.200 civis e no sequestro de 250 pessoas, considerado o maior massacre contra judeus desde o Holocausto.

A sessão foi proposta pelo senador Sergio Moro (União-PR) e reuniu parlamentares, representantes diplomáticos e convidados, que destacaram a importância de preservar a memória das vítimas e reforçar o compromisso com o diálogo, a tolerância e o combate ao antissemitismo.

Em seu pronunciamento, Sóstenes destacou a necessidade de que o momento fosse de menos política e mais humanidade. “Estamos num tempo em que precisamos colocar a compaixão acima das divergências partidárias. Hoje, o mais importante é reafirmar nossa solidariedade com as vítimas e com o povo de Israel”, afirmou.

O parlamentar ressaltou que o Hamas deve ser reconhecido pelo que é: uma organização terrorista. “Nós, no Parlamento brasileiro, não teremos vergonha de chamar terrorista de terrorista. É isso que o Hamas é. É isso que o Hezbollah é. É isso que a Al-Qaeda é. O mundo precisa ter coragem de nomear o mal e enfrentá-lo”, declarou.

Durante a solenidade, os participantes receberam cartazes com fotos de reféns que ainda permanecem sob poder do grupo. O deputado se emocionou ao lembrar dos sobreviventes e de suas marcas psicológicas. “As feridas da alma não tem nada que vá curar. Mas podemos combater o antissemitismo e promover uma sociedade mais respeitosa e consciente”, disse.

Sóstenes também enfatizou que as diferenças ideológicas não devem dividir a humanidade. “Naquela mesa estavam judeus de esquerda, de direita e do centro. É disso que precisamos como sociedade — compreender que nossas diferenças não devem nos separar ao ponto de gerar ódio. A raiva existe, mas o ódio é o que transforma pessoas em terroristas. O ódio que faz o 7 de outubro”, destacou.

Ao final de sua fala, o deputado fez um apelo por mais amor e fé. “Que esta sessão sirva como reflexão. Menos ódio no coração, mais amor. Que Deus possa inundar nossa geração com amor e nos afastar do ódio, porque só assim viveremos em uma sociedade justa e plural, livre do terrorismo”, concluiu.

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