

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), fez um pronunciamento no plenário da Câmara dos Deputados nesta semana, em defesa das forças de segurança do Rio de Janeiro e com duras críticas ao presidente Lula e ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. O parlamentar destacou a operação realizada no Complexo da Penha, na Vila Cruzeiro, que resultou na morte de quatro policiais e dezenas de criminosos, e prestou homenagem aos agentes tombados em combate.
“Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, Rodrigo Veloso Cabral, Heber Carvalho da Fonseca e Cleiton Serafim Gonçalves deram suas vidas em defesa da sociedade. Lamento profundamente suas mortes, mas como aprendi com meus pais, o crime não compensa”, declarou Sóstenes, emocionado.
O deputado ressaltou ainda sua origem humilde e o vínculo com as comunidades da Penha e do Alemão, onde sua igreja, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, mantém 50 filiais. “Noventa e nove por cento das pessoas que moram nessas comunidades são cidadãos de bem. Mas precisamos reconhecer que o Estado perdeu o controle do território há décadas e quem manda lá é o crime organizado”, afirmou.
Ao elogiar o governador Cláudio Castro pela condução da operação e pela postura de não politizar o tema, Sóstenes criticou a fala do ministro da Justiça, que classificou a ação como um “desastre”. “Inverter a lógica? Negociar com bandido? Tirar o poder das polícias dos Estados?”, questionou o parlamentar.
O líder do PL também acusou o Governo Federal de omissão na defesa das fronteiras brasileiras. “O Rio não produz fuzis nem drogas. Tudo entra pelas fronteiras, pelos mares, pelos portos e pelos aeroportos. E o Governo Federal nada faz.”
Em tom de indignação, Sóstenes reagiu à declaração de Lula, que afirmou que “traficantes também são vítimas”. Para o deputado, essa visão é uma afronta às famílias que sofrem com a dependência química. “Usuário é enfermo, precisa de tratamento. Mas traficante é bandido! Lula, respeite as famílias brasileiras. Pare de defender o criminoso e atacar as mães que lutam pelos seus filhos.”
O parlamentar também destacou o exemplo da Argentina, que recentemente declarou o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas. “Quando o Governo Lula vai ter coragem de fazer o mesmo?”, provocou.
Encerrando seu discurso, Sóstenes defendeu uma atuação conjunta entre União, Estados e Municípios no combate ao crime organizado, sem partidarismo. “O Brasil precisa parar de romantizar a violência. Para quem empunha fuzil contra o Estado, a resposta é a lei — e a lei deve ser cumprida com firmeza.”
“O povo de bem está trancado em casa com medo. O crime cresce porque o Governo Federal fecha os olhos. O Brasil precisa de coragem para enfrentar a bandidagem, e não de discursos que vitimizam criminosos”, concluiu.