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Com “pedra na mão”, Sóstenes critica propostas da esquerda e defende endurecimento na segurança pública

Durante sessão da última quarta-feira (5), na Câmara dos Deputados, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) defendeu a aprovação do projeto que susta a decisão do Conanda sobre o tema do aborto e pediu urgência na votação. Ele direcionou o apelo especialmente aos partidos de centro e direita para que “votem a favor da vida” e garantam o avanço do PDL no plenário.

Em seu discurso, Sóstenes criticou o presidente da República e afirmou que órgãos do governo têm interferido em temas que, segundo ele, não lhes cabem. “O Conanda não tem o direito de legislar sobre aborto”, declarou, afirmando ter segurança de que a matéria será aprovada “com muito louvor”.

Ao abordar a segurança pública, o parlamentar citou a recente operação no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, e criticou o tempo levado pelo presidente para se pronunciar sobre o episódio. Sóstenes também condenou a proposta atribuída ao governo federal de criar um benefício financeiro para familiares de traficantes mortos, que chamou de “bolsa traficante”.

“Seria mais adequado criar uma vaquinha para ajudar os familiares dos policiais mortos”, afirmou. Ele ressaltou que a maioria dos moradores do Alemão “é gente de luta”, que não deseja ver seus filhos no crime, apesar da realidade de cooptação imposta pelo tráfico.

Sóstenes destacou ainda que a igreja que integra, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, assim como outras organizações comunitárias, já oferece apoio psicológico e social às famílias impactadas pela violência. Para ele, tais iniciativas deveriam ser reforçadas pelo Estado, com prioridade às famílias de agentes de segurança mortos em serviço.

Em outro momento, o deputado criticou propostas de setores da esquerda sobre formas de enfrentamento ao crime organizado. Com uma pedra na mão, ironizou a sugestão de que policiais utilizem meios não letais mesmo diante de criminosos fortemente armados.

“Eu ouvi, num debate, que os agentes deveriam enfrentar bandidos com fuzil usando isto aqui”, disse, erguendo a pedra. “Para vocês verem o nível da petezada e da esquerdalha. A arma de vocês agora é uma pedra. Vocês têm que enfrentar bandido com fuzil com isto aqui.”

Ao concluir, Sóstenes atribuiu à esquerda parte das fragilidades da segurança pública no país, citando especialmente estados do Nordeste governados por partidos aliados ao Planalto. Ele convocou parlamentares de centro e direita a adotarem uma postura mais firme:

“Vamos enfrentar o crime organizado. Se depender da esquerda, estamos entregues aos bandidos.”

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