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“Vergonha desse desgoverno”, diz Sóstenes Cavalcante em defesa de urgência para projeto que impede alta do IOF

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (17), o regime de urgência para o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 314/25, de autoria do líder da oposição, deputado Sanderson (PL-RS), que busca sustar o decreto do governo federal que elevou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O requerimento de urgência foi aprovado por ampla maioria: 346 votos a favor e 97 contra.

Durante a votação, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), usou a tribuna para criticar duramente a política tributária do governo Lula. Segundo o parlamentar, a atual gestão já criou ou aumentou 28 tributos desde o início do mandato.

“O PL sempre foi contra aumento de impostos. O brasileiro não aguenta mais pagar tanto. Agora, é o IOF. Até a semana passada, já eram 24 novos tributos. Com esta medida provisória e com este aumento do IOF, o governo chega a 28 impostos criados em pouco mais de dois anos. Isso significa um novo imposto a cada 37 dias. É uma vergonha esse desgoverno!”, afirmou Sóstenes.

O deputado também destacou que o Partido Liberal votou favoravelmente ao regime de urgência como forma de acelerar a análise da proposta e tentar barrar o aumento do IOF o quanto antes. “Votamos ‘sim’ com muito louvor e em nome dos pagadores de impostos. O povo brasileiro não pode continuar sendo penalizado”, declarou.

Sóstenes ainda apresentou uma questão de ordem ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), solicitando que o mérito do projeto fosse votado ainda nesta segunda-feira. Caso não fosse possível, pediu que Lira convocasse uma reunião de líderes para garantir a votação já nesta terça-feira (18).

“O recado foi claro hoje: este Plenário não tolera mais aumento de impostos. Enquanto o mérito não for votado, os brasileiros continuarão pagando um IOF mais caro. Amanhã será mais um dia de arrecadação para este desgoverno, que deveria aprender a cortar despesas e reduzir gastos ao invés de impor mais impostos à população”, concluiu.

Agora, com a aprovação da urgência, o projeto poderá ser incluído na pauta de votações do plenário a qualquer momento, a depender de acordo entre os líderes partidários.

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