

Na sessão desta terça-feira (2), deputados de partidos de direita usaram a tribuna da Câmara para criticar o início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para os parlamentares, o processo é “uma farsa” e representa um “dia de vergonha nacional”.
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), acompanhado de outros parlamentares como Caroline de Toni, Chris Tonietto, Daniela Reinehr, Rodrigo da Zaeli, Gilberto Abramo e José Medeiros, afirmou que “não houve golpe no Brasil” e que o atual cenário jurídico seria uma tentativa de criminalizar opositores políticos.
“Se tivesse havido golpe, esta Casa estaria fechada. Se tivesse havido golpe, o atual presidente da República não estaria na cadeira dele”, declarou Cavalcante.
Durante o discurso, Cavalcante destacou a articulação política em torno de um projeto de anistia para os presos e investigados dos atos de 8 de janeiro. O deputado agradeceu a líderes partidários que têm manifestado apoio à proposta, entre eles Marcos Pereira (Republicanos), Reinhold Stephanes (PSD), Ciro Nogueira (Progressistas), Antonio Rueda (União Brasil) e Marcel van Hattem (Novo).
“A maioria está sendo construída, e o Brasil não gosta de ver perseguição nem injustiça”, afirmou.
Cavalcante também questionou a imparcialidade de ministros que participam do julgamento de Bolsonaro, citando a ministra Cármen Lúcia, o ministro Cristiano Zanin, que já atuou como advogado de Lula e o ministro Flávio Dino.
A expectativa, segundo os parlamentares, é de que o julgamento se estenda até o dia 12 de setembro. Enquanto isso, a bancada de direita intensifica sua mobilização pela aprovação de uma anistia que, segundo o PL, deve abranger tanto o ex-presidente quanto os manifestantes detidos após os atos de 8 de janeiro.