

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), se pronunciou nesta terça-feira (28) sobre a grave onda de violência que tomou conta do Rio de Janeiro. Para o parlamentar, o caos vivido nas ruas é resultado direto de “anos de covardia institucional e romantização do crime”.
O estado amanheceu em clima de guerra, com confrontos entre policiais civis, militares e facções criminosas em diversas regiões. Em meio à escalada da violência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “traficante também é vítima” declaração que provocou forte reação da oposição.
Sóstenes rebateu duramente a fala do presidente:
“O povo do Rio sabe quem é vítima de verdade: é a mãe que perdeu o filho pro tráfico, é o trabalhador que não pode sair de casa, é o policial que não sabe se volta vivo”, afirmou.
O deputado também responsabilizou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que, nos últimos anos, restringiram operações policiais em comunidades do estado. Segundo ele, tais medidas fortaleceram o tráfico e permitiram a expansão das facções criminosas.
“Durante anos o STF proibiu operações nas comunidades. O tráfico agradeceu. As facções cresceram, expandiram seus territórios e hoje desafiam o próprio Estado. E agora, quando a polícia volta às ruas, quem é criticado? O policial”, declarou.
Para Sóstenes, o Brasil vive uma inversão de valores:
“É o Brasil de cabeça pra baixo: bandido com discurso, governo com culpa e o cidadão refém. Quem chama traficante de vítima nunca pisou num beco dominado pela lei do fuzil”, criticou.
O parlamentar encerrou sua manifestação dizendo que o momento exige coragem e responsabilidade das autoridades, não discursos que minimizem a gravidade do crime organizado:
“Enquanto uns discursam, outros morrem. O Rio precisa de segurança e respeito às forças policiais, não de justificativas para o crime.”