

Foto: Zélia Dória/ PL no Congresso
Brasília — Durante sessão da CPMI do INSS no Senado Federal nesta quarta-feira, o deputado Sóstenes Cavalcante manifestou solidariedade ao deputado Duarte Jr., que relatou ter sido alvo de ameaças em função dos trabalhos da Comissão. Sóstenes destacou a gravidade da situação e alertou para o risco enfrentado especialmente pelo presidente da CPMI e pelo relator, que têm conduzido investigações que atingem interesses de grupos poderosos.
“Tenho muito mais medo de cachorro que não late: esse morde. O cara que late normalmente não morde”, afirmou o parlamentar, reforçando que o perigo costuma vir de quem age silenciosamente. Segundo ele, o avanço das apurações pode incomodar “gente poderosa, que roubou bilhões deste país e bilhões de aposentados e pensionistas”.
O deputado sugeriu que medidas preventivas de segurança sejam adotadas imediatamente para proteger integrantes da Comissão. “Eu não esperaria o aviso, não. Eu já agiria de forma preventiva”, recomendou.
Sóstenes ainda criticou setores da imprensa que desconsideram o trabalho da CPMI. “A imprensa tem o olhar que ela quer ter. Eu tenho visto o trabalho da Presidência e do Relator”, declarou.
Sóstenes Cavalcante também fez questão de registrar a defesa da reputação do pastor Jonatas Câmara, do Amazonas, citado em depoimento recente da Comissão. Segundo o parlamentar, o pastor enviou uma nota de esclarecimento para contestar informações levantadas durante a oitiva.
“Eu conheço o Pastor Jonatas, um homem de uma idoneidade moral e seriedade muito grandes”, afirmou. Sóstenes reforçou que o líder religioso é responsável por uma comunidade com aproximadamente 700 mil membros no Amazonas e entregou a nota de esclarecimento à senadora Damares Alves, do Republicanos, para ser encaminhada ao relator da CPMI.
Ao concluir, o deputado reiterou o compromisso da Comissão na investigação de fraudes e desvios envolvendo benefícios previdenciários:
“Estamos atacando o interesse de grandes. E isso naturalmente incomoda. Por isso, todo cuidado é necessário.”
A CPMI segue ouvindo depoimentos e analisando documentos que investigam um esquema de fraudes bilionárias contra o INSS, envolvendo organizações criminosas e redes de intermediação de benefícios.