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Líder do PL denuncia prisão injusta de Bolsonaro como perseguição religiosa


Nesta quarta-feira, 26, no plenário da Câmara dos Deputados, o líder do PL, deputado federal Sóstenes Cavalcante, criticou duramente o que classificou como “perseguição política e religiosa” no Brasil e voltou a defender o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, preso preventivamente na última sexta-feira por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Sóstenes iniciou seu discurso dando as boas-vindas ao prefeito de Nova Friburgo, Johnny Maycon; ao vice-prefeito Rodrigo Ascoli; e aos vereadores de Tanguá, Serginho do Pião e Miller Sousa, todos do PL. Em seguida, atacou o que considera uma escalada de abusos institucionais.

Segundo o líder do PL, a prisão de apoiadores por realizarem vigílias de oração, e a prisão do ex-presidente Bolsonaro, demonstrariam desrespeito à Constituição e à liberdade religiosa. “Fazer vigília para orar por um pai vira motivo de prisão por parte de um ministro que não respeita a Constituição, a democracia nem a liberdade religiosa”, afirmou.

Ao comentar a ordem de prisão contra Bolsonaro, Sóstenes classificou o ex-presidente como “inocente e honesto”, sustentando que nenhuma acusação de corrupção teria sido comprovada contra ele. O deputado criticou duramente o atual presidente da República, a quem se referiu repetidamente como “descondenado”, e atribuiu ao governo federal a piora de indicadores sociais e econômicos do país.

Para Sóstenes, o PL representa um projeto político voltado à redução de impostos e à boa gestão pública. Ele citou o exemplo da prefeitura de Nova Friburgo, administrada pelo partido, como modelo de eficiência fiscal. Em contraste, acusou o atual governo federal de aumentar a carga tributária enquanto, segundo ele, falham serviços essenciais como saúde e segurança.

O parlamentar também voltou a denunciar o avanço da violência no país e criticou declarações recentes do presidente da República. “O brasileiro de bem não consegue sair de casa com medo de ser assaltado”, disse.

Em tom de forte defesa do ex-presidente Bolsonaro, Sóstenes afirmou que a tentativa de associá-lo a um suposto golpe seria infundada. “Se tivesse acontecido golpe, esta Casa não funcionava”, disse. Segundo ele, a grande imprensa mantém o tema em evidência porque “falar de Bolsonaro dá ibope”.

O líder do PL afirmou ainda que Bolsonaro permanece como a principal liderança da direita e estará “mais forte” nas eleições de 2026. Ele criticou também a prisão do general Augusto Heleno e fez um apelo ao Comandante do Exército e à Polícia Federal para que garantam a integridade e a saúde dos detidos.

Sóstenes concluiu com um alerta: qualquer problema de saúde que venha a ocorrer com Bolsonaro, segundo ele, será responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes e das autoridades federais. Em tom enfático, afirmou: “Bolsonaro é lenda, e nós vamos seguir sua lenda.”

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