

Em reunião do Colégio de Líderes realizada nesta terça-feira, foi firmado um acordo para que não seja apresentado o destaque de preferência e para que a Câmara dos Deputados avance na votação do projeto que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro. O entendimento, costurado entre as bancadas e confirmado pela liderança do PL, viabiliza a análise do texto ainda esta semana.
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) afirmou que a decisão representa um passo estratégico dentro da luta pela anistia completa dos condenados. Segundo ele, o partido concordou em priorizar a votação da redução de penas como parte de um acordo articulado com o presidente do Republicanos, Hugo Motta, e com aval do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Nós do PL jamais vamos desistir da anistia, mas entendemos o calendário parlamentar e decidimos subir um degrau na nossa luta. O degrau é o acordo feito entre nossa bancada, eu e o presidente Hugo Motta, de votar a redução de penas autorizada pela liderança do nosso partido, inclusive dialogado com nosso eterno presidente Bolsonaro, que é o degrau possível nesse momento para que o presidente Bolsonaro pague o preço, mas as famílias injustiçadas na sua ampla maioria possam dignamente passar o Natal com suas famílias.”
Sóstenes afirmou que, embora o resultado fique aquém do que a bancada desejava, trata-se do avanço viável nesta etapa final do ano legislativo.
“Logicamente que não estamos satisfeitos com esse resultado, mas é o degrau possível. E nós não vamos abrir mão, em circunstância nenhuma, de no próximo ano, voltando os trabalhos legislativos, dia 1º de fevereiro, lutar pela anistia de todos os presos políticos injustiçados nesse julgamento totalmente infundado, sem mérito jurídico, sem pertinência alguma. Hoje essa Casa dará a primeira resposta a tanta gente que aguarda. Está muito longe do que gostaríamos, mas é o possível para esta semana.”
O parlamentar também registrou agradecimentos ao presidente do Republicanos, Hugo Motta, pela decisão de avançar com a proposta no Colégio de Líderes.
“Quero, mesmo que de forma tardia, registrar minha gratidão pela decisão do presidente Hugo Motta. Isso foi uma decisão pessoal dele, comunicada hoje a mim na hora da reunião do Colégio de Líderes, minutos antes de comunicar aos demais líderes. Diferente do que possam dizer, essa foi uma decisão pessoal do presidente Hugo Motta, sem nenhuma outra circunstância, até porque eu já havia passado essa orientação aos senadores Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho há quatro semanas. Mas a decisão dele foi tomada.”
Segundo Sóstenes, em contrapartida, o PL se comprometeu a não apresentar destaque ao texto, mesmo contrariando a vontade da bancada.
“Nós fizemos um compromisso com ele de não apresentarmos nenhum destaque, contrariando a vontade de todos nós, em nome de fazermos justiça e deixarmos que a maioria dos presos políticos, com o texto que já subiu ao sistema do relator, deputado Paulinho da Força, possam ter algum alívio.
E concluiu: Nós não desistiremos da anistia jamais, só vamos subir mais um degrau no dia de hoje.”